Agenda · 2012

na hora errada

18 de Outubro a 04 de Novembro

Texto original Marta Freitas

Encenação Ana Luena

Criação Mundo Razoável

Cenografia Pedro Tudela ; Figurinos Ana Luena ; Desenho de luz Rui Monteiro ; Música original Ricardo Raimundo ; Interpretação Margarida Gonçalves, Marta Freitas e Pedro Mendonça ; Fotografia Paulo Martins; Design gráfico Sérgio Alves ; Coprodução Teatro Bruto, Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, Bastidor Público

M/16 anos | Duração 1h25


Estreia

18 e 19 outubro de 2012

Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura/Fábrica ASA

Carreira

De 24 outubro a 4 novembro de 2012

De quarta-feira a domingo, às 22h

Espaço Bruto/Fábrica Social, Porto


Sejam bem-vindos a mais um episódio Na hora errada . Os casos que aqui trazemos são sempre casos complicados, casos de polícia arquivados por falta de provas, casos de pessoas que, poder-se-ia dizer, nasceram “na hora errada”. Nunca é demais relembrar que, apesar de altamente realistas, as entrevistas e situações que aqui apresentamos são sempre protagonizadas por atores profissionais que, ao reconstituírem as situações que aqui trazemos, oferecem ao telespectador uma perspetiva mais realista dos factos. O nosso caso de hoje está repleto de pequenos pormenores imersos em significado: uma relação familiar, uma noiva, um camarão, um diagnóstico, um acidente. Por isso, toda a sua atenção é pouca face àquilo que lhe estamos prestes a apresentar... E não se esqueça: “ouvidos e olhos bem atentos, para que a próxima «hora errada» não seja a sua”!

Atividades paralelas

De 24 outubro a 4 novembro, das 13h às 18h e das 21h às 00h

Azul... para dar sorte

Sala de exposição Espaço Bruto/Fábrica Social/entrada Cafetaria Piquenique

Vestidos de noiva de Rute Moreda

26 outubro às 18h

Leitura encenada Na hora errada e conversa aberta ao público

FNAC Santa Catarina

com Ana Luena, Marta Freitas, Pedro Mendonça e Margarida Gonçalves

Na hora errada ou talvez na hora certa

O encontro

Conheci profissionalmente a Marta no espetáculo Cem lamentos que encenei para a Tenda de Saias, no Porto em 2010. Esta companhia queria trabalhar comigo e com uma dramaturga que embarcasse no projeto, e eu convidei imediatamente a Marta Freitas. Seguiu-se uma viagem aos Açores para encenar o Teatro de Giz; o texto, da autoria da Marta Freitas, foi escrito durante os ensaios à distância que separa a Ilha do Faial do Porto. Durante estas duas encenações, criou-se uma relação invulgar de cumplicidade e confiança. Distingue-se, digo eu, no resultado desses espetáculos e na interpretação cénica que faço dos seus textos, uma linguagem acutilante, excêntrica, de uma propositada banalidade cruel.

A hora certa

Desta vez, Na hora errada surgiu de um convite que me foi feito pela autora do texto e pela sua estrutura Mundo Razoável, oferecendo-me a possibilidade de continuar a explorar este universo tão singular, corajosamente feminino e errante. O Teatro Bruto é coprodutor deste projeto, o que me permite criar e trabalhar com tudo o que o Teatro Bruto sempre garante. Na hora errada é simultaneamente um espaço de partilha entre equipas e pessoas, instrumento fundamental para ultrapassarmos este momento quase intransitável, em que o presente se impõe como a “hora certa”.

A câmara invísivel

O trabalho milimetricamente coreografado dos três atores e o virtuosismo que caracteriza, aqui, as suas prestações são a matéria essencial de que vive a encenação e que pretende transportar o público para uma linguagem televisiva e cinematográfica. Proponho um trabalho que parte da ideia de um gosto pela “exigência no erro”, sempre numa zona de desconforto que realça intencionalmente a ironia e a perversidade que identifico no texto. O formato de espetáculo televisivo é um dos desafios deste projeto que se quer teatral, desenhando com os atores, o cenário de Pedro Tudela, a luz de Rui Monteiro e a banda sonora de Ricardo Raimundo os planos de uma câmara sempre invisível.

Ana Luena/Teatro Bruto

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