Agenda · 2013

não ser saraiva

19 de Junho a 21 de Junho

A partir de textos de Fernando Pessoa

Encenação e orientação Ana Luena

Apresentação Final do Laboratório de Interpretação - Projeto Encenado

Criação Teatro Bruto ; Encenação e orientação Ana Luena ; Interpretação Grupo de participantes do Laboratório de Interpretação – Projeto Encenado: Ana Isabel Sampaio , Eva Fernandes , Cristina Pereira , Hernâni Sarmento , Inês Nóvoa , Manuela Leitão , Maria Alice de Pinho , Maria José Paraty , Marta Alonso , Teresa Matos Fernandes ; Desenho de luz Pedro Correia; Temas musicais Peixe (do álbum Apneia , Meifumado, 2012); Fotografia Paulo Cunha Martins ; Intervenção nas paredes do espaço Paulo Cunha Martins e Mariana Velhote ; Colaboração Pedro Mendonça; Design gráfico Os estafermos; Produção Teatro Bruto ; Apoios Fábrica Social – Fundação Escultor José Rodrigues, Mundo Razoável,Teatro Nacional S. João; Produção Teatro Bruto , estrutura financiada pela DGArtes / SEC

Duração aproximada 50 minutos

Público M/12 anos

Apresentações no Espaço Bruto/Fábrica Social, de 19 a 21 de junho de 2013, às 22h

Não Ser Saraiva resulta de mais um laboratório de formação e criação cénica, organizado pelo Teatro Bruto, que envolveu um grupo de participantes que (cor)respondeu ao anúncio publicado pela companhia, dirigido a todos os amantes do Teatro, com ou sem experiência nas artes performativas e de todas as idades.

Neste processo de criação teatral, foram transmitidas e partilhadas noções sobre o trabalho de improvisação, interpretação, movimento, direção de atores e relação com a luz e o som, com os figurinos e o espaço.

A escolha dos textos trabalhados – de onde se destacam alguns inéditos –, feita pela encenadora, recaiu sobre parte da obra de Fernando Pessoa onde a ironia, o sarcasmo, o humor, o absurdo, a perversão e a inteligência são os ingredientes principais.

E porque Fernando Pessoa não é apenas o sempiterno poeta dos heterónimos, tem-se oportunidade de assistir, assim, a um desfile habilmente entremeado de fábulas, contos e novelas, passando pelo género publicitário, num discurso que, embora vincadamente pessoano, se revela, nos nossos dias, desconcertantemente atual.

O conjunto dos textos selecionados, que inclui A rosa de seda ; A varina e a lógica ; Eu, o Doutor ; O Soares e o Pereira ; O burro e as duas margens ; O automóvel ia desaparecendo ; O papagaio ; Maridos ; O cristão e o católico ; O Saraiva ou O Saraiva e as meninas , leva ao palco o carácter interventivo e libertário do autor, revelando ao espectador o retrato implacável que aquele faz da política e da sociedade da sua época, assim como de algumas das facetas mais peculiares dos portugueses.

Não Ser Saraiva … porque, como disse Fernando Pessoa, "por ironia entende-se, não o dizer piadas, como se crê nos cafés e nas redacções, mas o dizer uma coisa para dizer o contrário".

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